segunda-feira, 12 de novembro de 2018

O valor de ensinar as crianças a dizer “obrigado”, “por favor” e “bom dia”

Transmitir às crianças a importância de agradecer, de pedir “por favor” ou de dizer “bom dia” ou “boa tarde” vai muito além de um simples gesto de educação. Estamos investindo em emoções, em valores sociais, e acima de tudo, em reciprocidade.
Para criar uma sociedade baseada no respeito mútuo, onde o civismo e a consideração façam a diferença, é preciso investir nesses pequenos hábitos sociais aos quais às vezes não damos a devida importância. Porque a convivência se baseia, no fim das contas, na harmonia, nessas interações de qualidade baseadas na tolerância onde todas as crianças deveriam ser iniciadas logo cedo.
Sou da geração da gratidão, do por favor e do bom dia, da mesma que não duvida em dizer “sinto muito” quando é necessário. Qualidades, todas estas, que não hesito em transmitir aos meus filhos, porque educar com respeito é educar com amor.
Um erro que muitas famílias costumam cometer é iniciar os filhos nestas normas de cortesia quando os pequenos começam a falar. Mas é interessante saber que o “cérebro social” de um bebê é extremamente receptivo a qualquer estímulo, ao tom de voz, e mesmo às expressões faciais de seu pai e sua mãe.
Acredite se quiser, podemos educar uma criança nos seus valores desde muito cedo. Suas aptidões são inesperadas e precisamos aproveitar essa grande sensibilidade em matéria emocional.

Agradecer, uma arma de poder no cérebro das crianças

Os neurocientistas nos lembram que o sistema neurológico de uma criança está programado geneticamente para se “conectar” com os outros. É uma coisa mágica e intensa. Mesmo as atividades mais rotineiras, como alimentá-los, dar banho ou vesti-los, se transformam em informações cerebrais que configuram de um jeito ou de outro a resposta emocional que essa criança terá no futuro.
O desenho dos nossos cérebros, por assim dizer, nos faz sentir implacavelmente atraídos por outros cérebros, pelas interações de todos aqueles que estão ao nosso redor. Portanto, uma criança que é tratada com respeito e que desde cedo se acostumou a ouvir a palavra “obrigado” rapidamente entenderá que está diante de um estímulo positivo poderoso e que, sem dúvida, irá desvendando pouco a pouco.
É muito provável que uma criança de 3 anos a quem seu pai e sua mãe ensinaram a dizer obrigado, por favor ou bom dia, não compreenda muito bem ainda o valor da reciprocidade e do respeito que essas palavras impregnam. Mas tudo isso cria uma base apropriada e maravilhosa para que depois as raízes cresçam fortes e profundas.
No fim das contas, a idade mágica compreendida entre os 2 e 7 anos é a que Piaget denominava como “estádio de inteligência intuitiva”. É aqui onde os pequenos, apesar de estarem sujeitos ao mundo dos adultos, irão despertando progressivamente o sentido do respeito, intuindo esse universo que vai mais além das próprias necessidades para descobrir a empatia, o sentido de justiça e, obviamente, a reciprocidade.

A reciprocidade, um valor social de peso

Quando uma criança descobre finalmente o que acontece nos seus contextos mais próximos quando pede coisas com um ‘por favor‘ e as conclui com um ‘obrigado’, nada mais será igual. Até o momento, ela o realizava como uma norma social preestabelecida pelos adultos, uma coisa que lhe trazia incentivos positivos pelo seu bom comportamento.
“A educação não muda o mundo, muda as pessoas que irão mudar o mundo.”
-Paulo Freire-
Contudo, cedo ou tarde ela experimentará o autêntico efeito de tratar com respeito a um par, e como essa ação se reverte, por sua vez, nela mesma. É uma coisa excepcional, uma conduta que a acompanhará para sempre, porque tratar com respeito aos outros é, além disso, respeitar a si mesmo, é agir de acordo com certos valores e um sentido de convivência baseado em um pilar social e emocional de peso: a reciprocidade.
Será por volta dos 7 anos de idade que nossos filhos descobrirão plenamente todos estes valores que perfazem a sua inteligência social. É nesse instante que começam a dar mais importância à amizade, a saber o que implica essa responsabilidade afetiva, a entender e desfrutar da colaboração, atendendo necessidades alheias e interesses diferentes dos próprios.
É, sem dúvida, uma idade maravilhosa onde todo adulto precisa ter em mente um aspecto fundamental: precisamos continuar sendo o melhor exemplo para nossos filhos. Agora, a pergunta mágica é a seguinte… De que forma vamos envolvendo nossos filhos desde cedo nessas normas de convivência, de respeito e de cortesia?
Sugerimos algumas simples estratégias para que você tenha em mente, algumas orientações básicas para apontar às crianças em cada situação:
  • Você chegou ou entrou em algum lugar? Cumprimente, diga bom dia ou boa tarde.
  • Você vai embora? Diga adeus.
  • Recebeu um favor? Alguém lhe deu alguma coisa? Agradeça.
  • Alguém falou com você? Responda.
  • Alguém está falando com você? Ouça.
  • Você tem alguma coisa? Compartilhe.
  • Você não tem? Não inveje.
  • Você tem alguma coisa que não é sua? Devolva-a.
  • Você quer que façam alguma coisa por você? Peça por favor.
  • Você se enganou? Peça desculpas.
São regras simples que, sem sombra de dúvida, serão de grande ajuda no dia a dia de qualquer família.
Por Portal Raízes

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Mais de 124 mil estudantes realizam a prova do Enem no Rio Grande do Norte

Primeiro dia de aplicação das provas do exame acontece neste domingo (4); portões serão abertos a partir das 11h e fechados às 12h.
Estudantes potiguares irão realizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo, 4. A edição 2018 conta com 124.046 mil candidatos inscritos em todo o Rio Grande do Norte, segundo dados do Ministério da Educação (Mec).
Será aplicada a prova de ciências humanas, linguagens e códigos, além da redação. Para realizar o exame o candidato deve comparecer ao local de prova portando um documento oficial com foto, o cartão de confirmação da inscrição e uma caneta esferográfica de material transparente na cor preta.
O primeiro dia de aplicação de provas é também o início do horário de verão no Brasil. Contudo, o Estado do RN não está incluso. Desse modo, os portões serão abertos a partir das 11h e fechados às 12h, de acordo com o horário de Brasília. As provas tem início às 12h30.
Nenhum tipo de consulta é permitida durante a prova. Os aparelhos celulares ficam desligados e guardados no porta-objetos entregue pelo fiscal da sala e mantidos lacrados embaixo da carteira. O término da prova acontece às 18h.
A segunda parte da prova, que compreende os conhecimentos de ciências da natureza e matemática, será realizada no domingo, 11 de novembro.
Fonte: AGORA RN

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

15 de Outubro - DIA DO PROFESSOR

A FORÇA DO PROFESSOR
Um guerreiro sem espada
sem faca, foice ou facão
armado só de amor
segurando um giz na mão
o livro é seu escudo
que lhe protege de tudo
que possa lhe causar dor
por isso eu tenho dito
Tenho fé e acredito
na força do professor.


Ah... se um dia governantes
prestassem mais atenção
nos verdadeiros heróis 
que constroem a nação
ah... se fizessem justiça 
sem corpo mole ou preguiça
lhe dando o real valor 
eu daria um grande grito
Tenho fé e acredito
na força do professor.

Porém não sinta vergonha
não se sinta derrotado
se o nosso país vai mal
você não é o culpado
Nas potências mundiais
são sempre heróis nacionais
e por aqui sem valor
mesmo triste e muito aflito
Tenho fé e acredito
na força do professor.

Um arquiteto de sonhos
Engenheiro do futuro 
Um motorista da vida
dirigindo no escuro
Um plantador de esperança
plantando em cada criança 
um adulto sonhador
e esse cordel foi escrito
por que ainda acredito
na força do professor.

(Poeta Bráulio Bessa)

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Quais as consequências do voto branco ou nulo para as eleições?

Opções não são contabilizadas entre votos válidos, mas diminuem participação dos cidadãos na escolha dos representantes.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum candidato ou legenda, pressiona a tecla “branco” na urna e, em seguida, a tecla “confirma”.
Já o voto nulo é aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de inutilizar a participação ao digitar um número de candidato que não existe e, depois, a tecla “confirma”
Na prática, tanto o voto nulo quanto o voto em branco não são considerados na soma dos válidos. Apesar dos mitos, mesmo se esses tipos de votos forem maioria entre os eleitores, a eleição não é anulada.
Porém, ao escolher uma dessas opções, o votante colabora para a diminuição dos números verdadeiros que cada candidato deveria ter para ganhar uma eleição, permitindo que pessoas com menos preferência se elejam. 
Ao se isentar da escolha entre um dos candidatos, o cidadão perde a oportunidade de escolher conscientemente seu representante, um direito democrático garantido pela Constituição brasileira.
Fonte: Brasil de Fato

O que os presidenciáveis pretendem fazer pelos direitos da mulher?

A menos de duas semanas das eleições de outubro, elas são maioria entre os que declaram não ter candidato.

A população feminina terá um papel decisivo nas eleições de 2018, e os candidatos sabem disso. Não à toa, muitos deles indicaram mulheres para a composição de chapa, numa tentativa de ganhar a confiança do eleitorado mais cauteloso. 
As mulheres representam 52,5% da população votante e, segundo pesquisas de intenção de voto, são maioria entre os que declaram não ter candidato, a menos de duas semanas das eleições do dia 7 de outubro.
Elas também são maioria da população, mas o nível de representação feminina na política ainda é baixíssimo. É o que explica, segundo Raquel Preto, advogada e líder do comitê de combate à violência contra a mulher do grupo Mulheres do Brasil, a carência de políticas de gênero na maioria dos planos de governo dos candidatos. 
“Nós, mulheres, participamos menos dos espaços políticos no Brasil do que as mulheres na Arábia Saudita, que tem, hoje, 19,5% do seu parlamento composto por mulheres. Um país sabidamente ultraconservador, um país difícil para a condição feminina. Outro exemplo é o Afeganistão, que está 55ª posição do ranking de participação da mulher na política, quando o Brasil ocupa a 152ª posição. Isto é uma vergonha. Internacionalmente, isso é uma vergonha”. 
Raquel afirma que analisou os programas de governo em detalhe, e percebeu um grave deficiência no que diz respeito ao enfrentamento concreto dos problemas mais graves que atingem a população feminina.
“Os pilares fundamentais para qualquer governo que realmente queira tratar com o devido respeito a população feminina são os seguintes: em primeiro lugar, e é o mais essencial deles, além de ser transversal, é o combate à violência contra as mulheres em todas as suas formas. Não é admissível que o nosso país seja o 5º país que mais mata mulheres no mundo. Não é admissível que um estupro aconteça a cada 12 minutos no Brasil. Não é admissível que, no ano passado, quatro milhões e 400 mil mulheres tenham sofrido algum tipo de agressão física", ressalta.
"A saúde pública tem que ser pensada para as mulheres. Precisamos ter todo um endereçamento de políticas públicas pensando ações sociais para inclusão, empreendedorismo feminino. Ninguém fala nisso. Nós precisamos dar alternativas econômicas e financeiras para as mulheres”, completa Raquel.
Mas o que dizem os presidenciáveis?
O programa de Fernando Haddad (PT), que tem como vice na chapa Manuela D’Ávila (PCdoB), tem um capítulo especialmente para tratar do tema de gênero. Entre as propostas contempladas no plano, está a recriação das secretarias, com status de ministério, dos Direitos Humanos, Política para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial. O candidato defende ainda aumentar o valor e o tempo do seguro-desemprego para gestantes e lactantes, o fortalecimento das políticas de proteção e combate à violência de gênero, a ampliação da oferta de vagas em creches, e a manutenção da titularidade prioritária dos lotes de assentamentos de reforma agrária.
Ciro Gomes (PDT) também tem uma vice mulher, a senadora Kátia Abreu (PDT). Em seu programa de governo, o pedetista também defende a recriação da secretaria das mulheres, o combate à violência de gênero e à violência obstétrica e o aumento das vagas em creches. Ele ainda promete equiparar o número de mulheres e homens em cargos de comando no governo federal, a criação de um programa de microcrédito voltado às mulheres, a construção de novas delegacias de atenção à mulher e o fim da desigualdade salarial entre homens e mulheres com a mesma função e carga horária. 
O candidato Guilherme Boulos (PSOL) e sua companheira de chapa, Sônia Guajajara (PSOL), propõem a realização de uma reforma eleitoral para garantir cortas de participação de mulheres nos partidos políticos, a instituição de cotas para mulheres, negros e indígenas em cargos públicos, a criação de um plano nacional contra a violência de gênero e a descriminalização do aborto. 
Jair Bolsonaro (PSL) forma uma chapa puramente masculina com o General Hamilton Mourão (PRTB) como vice. Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha do mês de agosto, o índice de eleitoras que não votariam nele “de jeito nenhum” é de 43%. No programa de governo, a palavra “mulheres” é mencionada apenas uma vez. As únicas propostas voltadas a esta fatia do eleitorado é o “combate ao estupro” e um maior investimento em saúde bucal para gestantes. 
A única candidata mulher entre os presidenciáveis mais bem pontuados na pesquisa é Marina Silva (Rede), que tem Eduardo Jorge (PV) como candidato a vice. A ex-ministra do Meio Ambiente promete ofertar contraceptivos em farmácias populares, incentivar o parto humanizado, ampliar a licença paternidade e a oferta de creches em tempo integral. Ela também propõe a ampliação das políticas de prevenção à violência contra a mulher e da rede de atendimento às vítimas. 
Geraldo Alckmin (PSDB) e sua candidata a vice, Ana Amélia (PP) defendem um maior fomento a ações voltadas à prevenção da gravidez precoce e a criação de um pacto nacional que vise o combate à violência de gênero. 
Mulheres de todo o Brasil e do mundo lançaram uma campanha convocando as pessoas a se manifestarem no próximo sábado (29) contra o candidato Jair Bolsonaro, por considerarem seu programa de governo nocivo aos seus interesses e por já haver proferido declarações de caráter machista, homofóbico e racista. 
31,5% dos candidatos entre todos os cargos em disputa nas urnas são mulheres, segundo dados do TSE. Dos 13 presidenciáveis, somente duas são mulheres: Marina Silva e Vera Lúcia (PSTU).

 Fonte: Brasil de Fato