sexta-feira, 15 de março de 2019

O mundo precisa de mais admiração e menos inveja

Por: Sara Espejo – Recanto do Tibete
A inveja é um dos sentimentos mais comuns, porém menos saudáveis, que pode existir no ser humano. A inveja não permite ser feliz pela conquista dos outros, torna difícil reconhecer o esforço e os méritos de outra pessoa, limita o desejo de os outros viverem coisas interessantes e a felicidade de tocar uma porta diferente da sua.
Não sabemos com certeza quem a nossa volta pode sentir inveja de nossas vidas, algumas pessoas deixam ver as suas costuras e tornam evidente seu desconforto para com as nossas conquistas, enquanto outras se autocontrolam, celebram e sorriem enquanto lamentam o bem que pode acontecer conosco.
Nós não vamos passar a vida decifrando os que nos rodeiam, contanto que isso não nos afete, devemos continuar com nossas vidas, se eles se regozijarem de coração, nos apoiarem e desfrutarem, perfeitos, mas por outro lado, são eles que carregam seu lamento e sua frustração. Embora alguns tomem ações para sabotar, tendem a falhar em suas tentativas.
O que devemos fazer, em caso de perceber algo estranho, sem ser demasiado radical, é nos rodearmos de pessoas que ao menos creiamos que torçam e celebrem de verdade as nossas conquistas.
A inveja pode ser tão próxima que carrega nosso sangue, ou pode até vir de quem nos jurou amar nos bons e maus momentos. Muitas vezes quem sente faz isso involuntariamente e mesmo antes de certos estímulos, isto é, pode invejar em determinado momento algo específico, isso não os coloca do lado da melhor companhia, no entanto, os adiciona à grande maioria, que tem um ponto sensível em que ele sente algum tipo de incapacidade de se desenvolver ou alcançar uma posição desejada.
A inveja pode ser tão próxima que carrega nosso sangue, ou pode até vir de quem nos jurou amar nos bons e maus momentos. Muitas vezes quem sente faz isso involuntariamente e mesmo antes de certos estímulos, isto é, pode invejar em determinado momento algo específico, isso não os coloca do lado da melhor companhia, no entanto, os adiciona à grande maioria. , que tem um ponto sensível onde ele sente algum tipo de incapacidade de se desenvolver ou alcançar uma posição desejada.
Inveja não determina que uma pessoa é boa ou ruim, definitivamente não é uma virtude, mas é o que a pessoa faz com aquele sentimento que fará a diferença. Uma mulher que está tentando engravidar pode sentir inveja de toda mãe, de toda mulher grávida que cruza seu caminho, sente uma limitação, acha difícil ser feliz porque outra pessoa tem o que anseia, mas não faz nada contra ela (normalmente).
O que as pessoas invejosas não entendem é que a vida nos dá a nossa vibração, quando invejamos, estamos dando uma declaração de que não vamos conseguir, que os outros podem e nós não podemos e é isso que normalmente manifestaremos em nossas vidas, desde a escassez, da limitação. Considerando que, se admirarmos o que queremos em nossas vidas, na de outra pessoa, estaremos vibrando prosperidade, dando-lhe espaço em nossos espaços e quando menos pensarmos nisso, estaremos vivendo a experiência daquilo que queremos.
Portanto, quando você olha para outro o que você gostaria em sua vida, observe suas emoções, você se sente confortável ou, pelo contrário, sente-se enojado? Use esse guia emocional para fortalecer ou modificar seus pensamentos sobre isso, acostume-se a se sentir positivo, a pensar positivamente, a reconhecer, aplaudir e celebrar todo o bem que acontece com outra pessoa. Dessa forma você estará abrindo o canal para que você também possa vivenciá-lo.
Vibre alto, admire e ame mais … Outras coisas positivas virão sozinhas.
Por Revista Pazes

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

O que adianta rezar o terço e sair falando mal de todo mundo?

Texto de Marcel Camargo publicado originalmente em Psicologias do Brasil
Incrível como nos enganamos com as pessoas, com as aparências, com os discursos que sopram aos quatro ventos. Incrível como existem indivíduos que conseguem dissimular, fingir, propalar oratórias rebuscadas que em nada condizem com aquilo que vivem. Raro encontrarmos quem vive o que fala, quem é aquilo em que acredita, quem respira as verdades que pulsam dentro de si.
Não raro, vemos falsos moralistas, que condenam o comportamento dos outros, enquanto não respeitam a própria família. Pregadores que discursam sobre ética e princípios aos quais fogem pelas sombras de suas atividades escusas. Beatos que pregam os ensinamentos cristãos, ao seu próprio modo, condenando todos aqueles que não se adequam ao que impõem, ao mesmo tempo em que nem eles próprios se comportam segundo suas regras religiosas.
A exposição mais explícita da própria vida, por meio das redes sociais, acaba forçando muitos a seguirem o discurso politicamente correto, postando o que se afina ao que as normas anacrônicas regem, mesmo que nada daquilo tenha sentido em suas convicções. Veem-se obrigados a expor ideias e opiniões que sejam mais condizentes com o que a maioria espera, com o que a sociedade julga como aceitável, com o que muitos líderes religiosos ditam como a interpretação correta e única das escrituras.
Nesse contexto, muitas pessoas acabam fatalmente se dissociando de si mesmas, mantendo uma vida dupla, uma dicotomia dentro de si, uma vez que sentem a verdade exatamente do lado oposto daquilo que falam, daquilo que fingem viver de forma transparente. Daí ser comum vermos muitos orando e decorando versículos, enquanto fofocam, maldizem, invejam, fazem mal aos outros; vermos quem condena os gays, enquanto trai a esposa todas as noites. E por aí vai.
Uma coisa é certa: o que vale mesmo é a forma como vivemos as nossas vidas, diariamente, a maneira ética e respeitosa como nos relacionamos com todos, tanto com quem temos proximidade, como com aqueles de quem não precisamos, de quem não receberemos nada em troca. E fazer isso com fé, com orações verdadeiras, é perfeito. O que dizemos, no fim das contas, é apenas o que dizemos, nada mais do que isso.
Por Revista Pazes

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

terça-feira, 20 de novembro de 2018

20 de novembro: Dia da Consciência Negra

Lembrar a resistência do povo negro para avançar na luta por uma sociedade livre de toda forma de opressão.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

O valor de ensinar as crianças a dizer “obrigado”, “por favor” e “bom dia”

Transmitir às crianças a importância de agradecer, de pedir “por favor” ou de dizer “bom dia” ou “boa tarde” vai muito além de um simples gesto de educação. Estamos investindo em emoções, em valores sociais, e acima de tudo, em reciprocidade.
Para criar uma sociedade baseada no respeito mútuo, onde o civismo e a consideração façam a diferença, é preciso investir nesses pequenos hábitos sociais aos quais às vezes não damos a devida importância. Porque a convivência se baseia, no fim das contas, na harmonia, nessas interações de qualidade baseadas na tolerância onde todas as crianças deveriam ser iniciadas logo cedo.
Sou da geração da gratidão, do por favor e do bom dia, da mesma que não duvida em dizer “sinto muito” quando é necessário. Qualidades, todas estas, que não hesito em transmitir aos meus filhos, porque educar com respeito é educar com amor.
Um erro que muitas famílias costumam cometer é iniciar os filhos nestas normas de cortesia quando os pequenos começam a falar. Mas é interessante saber que o “cérebro social” de um bebê é extremamente receptivo a qualquer estímulo, ao tom de voz, e mesmo às expressões faciais de seu pai e sua mãe.
Acredite se quiser, podemos educar uma criança nos seus valores desde muito cedo. Suas aptidões são inesperadas e precisamos aproveitar essa grande sensibilidade em matéria emocional.

Agradecer, uma arma de poder no cérebro das crianças

Os neurocientistas nos lembram que o sistema neurológico de uma criança está programado geneticamente para se “conectar” com os outros. É uma coisa mágica e intensa. Mesmo as atividades mais rotineiras, como alimentá-los, dar banho ou vesti-los, se transformam em informações cerebrais que configuram de um jeito ou de outro a resposta emocional que essa criança terá no futuro.
O desenho dos nossos cérebros, por assim dizer, nos faz sentir implacavelmente atraídos por outros cérebros, pelas interações de todos aqueles que estão ao nosso redor. Portanto, uma criança que é tratada com respeito e que desde cedo se acostumou a ouvir a palavra “obrigado” rapidamente entenderá que está diante de um estímulo positivo poderoso e que, sem dúvida, irá desvendando pouco a pouco.
É muito provável que uma criança de 3 anos a quem seu pai e sua mãe ensinaram a dizer obrigado, por favor ou bom dia, não compreenda muito bem ainda o valor da reciprocidade e do respeito que essas palavras impregnam. Mas tudo isso cria uma base apropriada e maravilhosa para que depois as raízes cresçam fortes e profundas.
No fim das contas, a idade mágica compreendida entre os 2 e 7 anos é a que Piaget denominava como “estádio de inteligência intuitiva”. É aqui onde os pequenos, apesar de estarem sujeitos ao mundo dos adultos, irão despertando progressivamente o sentido do respeito, intuindo esse universo que vai mais além das próprias necessidades para descobrir a empatia, o sentido de justiça e, obviamente, a reciprocidade.

A reciprocidade, um valor social de peso

Quando uma criança descobre finalmente o que acontece nos seus contextos mais próximos quando pede coisas com um ‘por favor‘ e as conclui com um ‘obrigado’, nada mais será igual. Até o momento, ela o realizava como uma norma social preestabelecida pelos adultos, uma coisa que lhe trazia incentivos positivos pelo seu bom comportamento.
“A educação não muda o mundo, muda as pessoas que irão mudar o mundo.”
-Paulo Freire-
Contudo, cedo ou tarde ela experimentará o autêntico efeito de tratar com respeito a um par, e como essa ação se reverte, por sua vez, nela mesma. É uma coisa excepcional, uma conduta que a acompanhará para sempre, porque tratar com respeito aos outros é, além disso, respeitar a si mesmo, é agir de acordo com certos valores e um sentido de convivência baseado em um pilar social e emocional de peso: a reciprocidade.
Será por volta dos 7 anos de idade que nossos filhos descobrirão plenamente todos estes valores que perfazem a sua inteligência social. É nesse instante que começam a dar mais importância à amizade, a saber o que implica essa responsabilidade afetiva, a entender e desfrutar da colaboração, atendendo necessidades alheias e interesses diferentes dos próprios.
É, sem dúvida, uma idade maravilhosa onde todo adulto precisa ter em mente um aspecto fundamental: precisamos continuar sendo o melhor exemplo para nossos filhos. Agora, a pergunta mágica é a seguinte… De que forma vamos envolvendo nossos filhos desde cedo nessas normas de convivência, de respeito e de cortesia?
Sugerimos algumas simples estratégias para que você tenha em mente, algumas orientações básicas para apontar às crianças em cada situação:
  • Você chegou ou entrou em algum lugar? Cumprimente, diga bom dia ou boa tarde.
  • Você vai embora? Diga adeus.
  • Recebeu um favor? Alguém lhe deu alguma coisa? Agradeça.
  • Alguém falou com você? Responda.
  • Alguém está falando com você? Ouça.
  • Você tem alguma coisa? Compartilhe.
  • Você não tem? Não inveje.
  • Você tem alguma coisa que não é sua? Devolva-a.
  • Você quer que façam alguma coisa por você? Peça por favor.
  • Você se enganou? Peça desculpas.
São regras simples que, sem sombra de dúvida, serão de grande ajuda no dia a dia de qualquer família.
Por Portal Raízes